A pauta de reivindicações dos trabalhadores e das trabalhadoras dos sindicatos filiados à FETQUIM/CUT/Intersindical/Unidos Pra Lutar foi entregue na manhã desta sexta-feira (06/03) ao presidente do sindicato patronal Sindusfarma, Nelson Mussolini, na sede dos representantes das indústrias farmacêuticas.
Nesta Campanha Salarial dos Farmacêuticos 2026 negociamos as cláusulas econômicas.
Reivindicamos o reajuste salarial pelo INPC + 5% de aumento real, o piso salarial mínimo de R$ 4.000,00, o pagamento da PLR de R$ 8.000,00, o vale alimentação no valor mínimo de R$ 845,00 e reajuste de 10% para no vale alimentação das empresas que já pagam mais que o mínimo.
Reclamamos que os medicamentos com prescrição médica que as farmacêuticas deveriam fornecer, conforme consta na convenção coletiva da categoria, está sendo desrespeitada a partir da criação de ritos burocráticos que, na prática, inviabilizam o acesso.
Também incluímos na pauta a implementação da jornada de 35h semanais com os sábados e domingos livres.
Vai ter luta
A reação da patronal já demonstrou que vai ter luta. Nelson Mussolini reclamou dos altos impactos do custo da guerra para a importação de medicamentos, da tributação dos dividendos sobre as empresas, da queda de venda de medicamentos nas farmácias, do baixo reajuste do preço dos medicamentos, da alta taxa de juros, da dificuldade em aprovar lançamentos junto à Anvisa, e até da concorrência com as farmácias de manipulação.
Joel Souza, coordenador político da FETQUIM, fez questão de lembrar que nesta campanha salarial estamos discutindo o ano de 2025 e não a conjuntura atual.
A Campanha Salarial dos Farmacêuticos 2026 segue a todo o vapor nas fábricas e escritórios. A data base do setor farmacêutico é 1º de abril.