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22 de Maio de 2018

Nova revolução industrial reduz empregos e exige mais apoio ao trabalhador


Escrito por: Rede Brasil Atual


Rede Brasil Atual

Os desafios impostos aos trabalhadores pela adoção irrestrita, por parte dos setores patronais, da chamada Revolução Industrial 4.0 – cujo objetivo é automatizar de forma total as fábricas- , foi tema de um debate realizado na  última segunda-feira (21), em São Paulo.

Na Europa, está em discussão a concessão de uma renda básica de cidadania contra o desemprego e a pobreza, a exemplo do Bolsa Família criado no governo Lula.

"Estamos aqui para conversar sobre desafios que se colocam, que já não são pequenos num contexto de normalidade, ou seja, eles são muito maiores num contexto onde a institucionalidade do Brasil está sendo desarmada, inclusive aquela que é relativa ao aproveitamento da política industrial", afirma  o pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marco Antônio Rocha.

O fórum foi organizado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), o projeto Brasilianas e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes).

Para o economista Rafael Canin, é difícil prever qual será o tamanho do impacto nessa nova fase. "É um risco muito grande de ampliar a heterogeneidade, você ter poucos cargos e poucas funções muito especializadas de alto rendimento do trabalho, além das muitas funções com baixíssima remuneração. Esse é um risco que a gente passa, mas essa é uma discussão ainda muito permeada de incertezas, pois quando a gente tem uma ruptura tecnológica dessa profundidade é difícil você avaliar qual será o cenário", diz.

O jornalista Luis Nassif afirma que é preciso consolidar um novo plano industrial nas eleições deste ano. "Você tem um grande desafio pela frente, que é como que você segura o desmonte e quais os temas que verão de reconstrução. Se tinha já uma discussão muito produtiva, antes do golpe, sobre os novos modelos de política industrial, a política de desenvolvimento produtivo e outras, que tem que ser é consolidado para um novo presidente que vem", acrescenta.