Solidariedade Sindical. Os Químicos Unificados estiveram nesta quarta-feira (26) na porta Refinaria de Paulínia (Replan) em apoio aos petroleiros que estão em greve de 24 horas, aprovada de forma conjunta pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).
A medida é uma forma de advertência à gestão de Magda Chambriard à frente da companhia, que a categoria petroleira entende como autoritária e ignora o diálogo e a negociação sindical.
Em comunicado conjunto, as federações afirmam: “Como representantes das trabalhadoras e dos trabalhadores, que estamos sempre dispostos ao diálogo e à negociação, é incompreensível a forma autoritária e a volta à cultura do medo na Petrobrás que a gestão Magda vem tentando impor à categoria petroleira”. As entidades têm encontrado diversas dificuldades para dialogar com a gestão, que tem tomado diversas medidas unilaterais sem diálogo com os representantes dos trabalhadores e que atacam direitos historicamente conquistados.
André Alves, secretário de Saúde da Fetquim, esteve na portaria do Complexo Industrial São Francisco (condomínio Rhodia). "Quando há greve os trabalhadores precisam estar unidos, sejam eles terceirizados, contratados diretos, em home office e aposentados. Me emociona (sic) saber que os aposentados estão aqui e mantêm o espírito de luta da classe trabalhadora. Não se enganem: todos os trabalhadores e trabalhadoras estão no mesmo barco, na mesma condição, onde uma elite deste país quer mandar o dinheiro para fora e destruir a soberania nacional", afirmou.
A greve tem diversas reivindicações. Os petroleiros denunciam a redução de 31% nos valores da remuneração variável imposta pela gestão, enquanto a companhia repassou 207% do lucro do ano passado em forma de dividendos para os acionistas.
Os trabalhadores também reclamam do recancelamento do cronograma de mudanças no regime de Teletrabalho, colocado pela empresa de forma unilateral e intransigente. E exigem uma regra negociada coletivamente. Outro ponto gira em torno dos Planos de Previdência, que estão afetando a remuneração dos aposentados e pensionistas.