A 1ª Rodada de Negociação da Campanha Salarial dos Farmacêuticos 2026, realizada nesta terça-feira (31/03), no auditório do Sindicato dos Químicos de São Paulo, começou com uma vitória importante para as mulheres no que se refere ao combate à violência doméstica e assédio sexual.
Em tempos de aumento alarmante do feminicídio no país, a patronal, representada pelo Sindusfarma, aceitou incorporar na convenção coletiva dos farmacêuticos a responsabilidade por assegurar um ambiente de trabalho livre de assédio, discriminação e violência.
As empresas aceitaram se responsabilizarem por programas educativos de prevenção e esclarecimento, e a criação de canais internos para recebimento de denúncias e investigação, garantindo sigilo e anonimato.
A redação da cláusula ainda está sendo construída, mas de antemão a patronal já concordou com o esboço dela, o que inclui ainda a flexibilização de jornada para vítima de violência doméstica que necessite de assistência psicológica, médica ou jurídica se houver comprovação via B.O, medida protetiva, atestado ou declaração de serviço comunitário de atendimento à vítima.
Cláusulas econômicas
Nelson Mussolini, presidente do Sindusfarma, apresentou uma proposta fixa de correção do piso em 4,5% dos salários, incluída dentro deste percentual a inflação do período medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor a ser divulgada dia 10 de abril), o que deve garantir um aumento real acima de 1%.
Confira a proposta patronal
Piso salarial
Empresas com até 100 trabalhadores: R$ 2339,44.
Empresas acima de 100 trabalhadores: R$ 2647,44.
PLR
Empresas com até 100 trabalhadores: R$ 2415,00.
Empresas acima de100 trabalhadores: R$ 3675,00
Vale alimentação
O valor mínimo da cesta básica passa de 690,00 para R$ 760,00 (reajuste de 10,14%)
Empresas que pagam acima desse valor: aplicar 8% de reajuste
Fornecimento de medicamentos
Correção subsídio em 1,95% e 5% por faixa
Agora os sindicatos filiados à FETQUIM/CUT/Intersindical/Unidos Pra Lutar têm até o dia 12 de abril para consultarem suas bases, realizarem suas assembleias e decidirem se aderem ou não.