Voltar
13 de Setembro de 2021

Na era Lula bastavam 40 minutos para se aposentar. Agora são meses e meses de espera...


Escrito por: Fetquim


Fetquim

Em 7 de janeiro de 2009, em pleno governo Lula, o jornal Extra do RJ anunciava eque a aposentadoria do INSS  era concedida em 40 minutos, segundo a costureira Gracinete da Silva Abou Hana. Em setembro de 2021, no governo Bolsonaro, o Jornal Agora anunciava que a fila do INSS aumentou para 1,8 milhão de pessoas à espera  meses e meses para receber sua aposentadoria, pensão ou benefício de prestação continuada (BPC).

Demora na concessão de benefícios do INSS no governo Bolsonaro : 1,8 milhão de segurados na espera por meses. 

Segundo dados do Boletim Estatístico da Previdência Social (07/21), levantados pela Assessoria de Saúde e Previdência da Fetquim-CUT, dos 1,844 milhão de benefícios, 700 mil eram relativos ao BPC, e os demais foram relativos a pedidos de aposentadoria e pensões.

Para demorar ainda mais, o INSS exigia de 436 mil segurados mais documentos para poder conceder os benefícios requeridos aumentando a agonia e  angústia dos segurados a espera de um benefício garantido por lei.

 A fila de espera da concessão no final de julho, segundo o BEPS, era de 170 mil pessoas na região Norte, 650 mil no Sudeste, 609 mil no Nordeste, 275 mil no Sul e 138 mil no Centro Oeste.  Sem contar os 298 mil segurados que estavam esperando por uma perícia médica para poder ter direito ao auxílio-doença ( atual benefício por incapacidade temporária)  e a aposentadoria por invalidez.

Veja abaixo como proceder para acompanhar o andamento  de benefícios do app Meu INSS 

No mês de julho o site da Fetquim-CUT e da CUT Nacional orientava os segurados quanto ao acompanhamento dos benefícios previdenciários no app do Meu INSS. Veja o passo a passo nas matérias abaixo publicadas.  

Dirigentes sindicais quimicos fazem alerta de resistência constante contra o descalabro do desgoverno fascista

Para André Alves, secretário de Saúde da Fetquim, no governo fascista de Bolsonaro os direitos dos trabalhadores foram atacados a partir da reforma da Previdência. "Precisamos derrotar Bolsonaro e o Bolsonarismo para que nossos direitos não piorem. O projeto macabro de Bolsonaro é reduzir cada vez mais os direitos trabalhistas e previdenciários e avançar para uma aposentadoria privada, em que só o trabalhador deve contribuir com seus baixos salários.”

Airton Cano, coordenador político da Fetquim, ‘diz que "é importante resistir e lutar contra esse governo autoritário que cassa constantemente direitos, e nos contrapor a pauta neoliberal e fascista do Bolsonaro que favorece os ricos, concentrando a renda no país, e piorando a proteção social dos trabalhadores em geral, com desemprego e inflação galopante dos produtos alimentícios e  combustíveis, e aumento da fome de nosso povo”.

O secretário geral do Sindicato dos Químicos do ABC, Paulo José dos Santos, o Paulão, diz que “é preciso urgente que o INSS reabra os concursos públicos para a Previdência, já que milhares de servidores foram aposentados  e diminua essa fila quilométrica dos trabalhadores que aguardam por um benefício". "É urgente que os direitos previdenciários sejam respeitados por esse governo autoritário e fascista, que só tem criado maldades para o povo trabalhador que está passando fome.” 

Fonte: BEPS (julho-2021), Assessoria de saúde e previdência da Fetquim-CUT, Cut Nacional, Extra e Agora.