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13 de Outubro de 2021

Mulheres e jovens são os mais impactados por depressão e ansiedade com a pandemia de Covid


Escrito por: Fetquim


Fetquim

A pandemia, que desde o início de 2020  infectou mais de 256 milhões no mundo e matou 5 milhões, tem provocado um aumento de 25% nos casos de transtornos mentais, impactando principalmente mulheres e jovens, segundo estudo realizado entre 203 países  pela Universidade Queensland ( Austrália).  

Por aqui foram mais de 600 mil mortos e 21 milhões de brasileiros infectados, além das sequelas e problemas de saúde física e mental.

O negacionismo do atual governo Bolsonaro contra a Covid-19 foi escancarado, segundo o coordenador político da Fetquim, em seu prefácio do Livro sobre a Covid-19 entre químicos e petroleiros.

Airton Cano afirma que a atenção à saúde mental tem piorado no Brasil devido aos cortes cada vez maiores no orçamento no atendimento de saúde geral de todos os brasileiros. "E o governo Bolsonaro piorou o atendimento de doentes mentais escolhendo gestores em saúde mental  com políticas medievais  que defendem o cruel sistema de aprisionamento em hospitais de doentes mentais. Um absurdo!”, afirma Cano. 

Aumento de problemas mentais no mundo durante a pandemia: mulheres e jovens mais impactados

O estudo australiano  publicado pela Revista LANCET, ( El País, 09/10/21), uma meta-análise que revisou 5000 pesquisas publicadas no mundo em 2020,  mostrou que cresceram os casos de depressão e ansiedade, respectivamente em 28% e 26%, durante a pandemia se comparado em relação à pré-pandemia.

Números absolutos deste crescimento de diagnóstico: foram de 56 milhões de casos de depressão (dos quais 35 milhões foram de mulheres) e 76 milhões de diagnósticos de ansiedade acima do esperado em relação a períodos anteriores da pandemia, atingindo principalmente mulheres e jovens). O aumento de casos decorreu do confinamento em que as pessoas foram submetidas, devido a parada geral da econômica e social (lockdown) e o contínuo distanciamento social que impediu o relacionamento social entre as pessoas. A situação se agravou mais para mulheres, devido o corte de atendimentos de saúde mental, violência doméstica e a sobrecarga de trabalho decorrente dos filhos estarem em casa e  distantes da escola.

No ABC paulista cresceram as demandas de saúde mental em 2020 e 2021

Cidades do ABC paulista detectaram aumento da procura por tratamento da saúde mental em seus Caps (Centros de Atenção Psicossocial), no serviço público do SUS. No ABC existem 29 CAPS. Segundo o DGABC ( 10.10.21), houve “uma demanda importante nos últimos meses em relação aos estados de ansiedade, depressão e luto”, durante a pandemia.  Algumas cidades do ABC tiveram um crescimento de procura por profissionais de saúde mental , entre 50 e 60% em relação ao ano de 2019.

Sindicatos químicos atentos à saúde mental: mulheres, SUS, empresas e melhoria do  convívio social.

André Alves, secretário de Saúde da Fetquim, responsabiliza o governo federal pelo aumento do problemas de saúde mental: “O atual governo gerou um pânico na sociedade com sua postura negacionista e anti-vacina, não só para os infectados, mas também para os profissionais de saúde que mais sofreram. Fez com que as pessoas perdessem renda e emprego, além de provocar um luto maior de entes queridos, gerando sofrimento físico e mental maior. Pra diminuir esse sofrimento é lutar pelo impeachment do Bolsonaro! Ninguém aguenta mais tanto sofrimento!”

Rosângela Paranhos, secretária das Mulheres da Fetquim, afirma: “ É importante que as mulheres tenham atendimento maior no SUS e nas empresas.É preciso lutar sempre pra superar as desigualdades em relação a nós, mulheres, que temos tantas especificidades em relação à saúde e precisamos de uma atenção especial.” 

Fontes: El País; Lancet; Dgabc, assessoria de saúde e previdência da Fetquim/CUT.