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09 de Setembro de 2021

Eurofarma produzirá vacina da Pfizer contra a Covid em SP


Escrito por: Agências


Agências

Nesta semana a Pfizer anunciou parceria com a Eurofarma para a fabricação de mais de 100 milhões de doses da vacina contra a Covid ainda neste ano de 2021.

Deusdete José das Virgens, secretário de Finanças da Fetquim,  trabalhador da Eurofarma e diretor do Sindicato dos Químicos de São Paulo, afirma que “esse acordo entre a Pfizer e a Eurofarma  possibilita a contratação de novos trabalhadores para a produção de vacina, em um momento de forte desemprego gerado pelo atual governo, essa notícia é um alento para nossa base química e farmacêutica".

"Será uma oportunidade super importante nessa produção de vacina de melhoria de vida dos trabalhadores químicos na nossa base da Fetquim-CUT e Químicos de São Paulo. É uma notícia que vem contribuir para beneficiar todos os brasileiros", diz ele. 

Segundo a Pfizer, “ esse tipo de vacina, ao invés de inserir o vírus atenuado ou inativo no organismo de uma pessoa,  ensina as células a sintetizarem uma proteína que estimula a resposta imunológica do corpo”.

Produção de vacinas

Hoje no Brasil, a AstraZeneca fabrica com a Fiocruz no Rio de Janeiro, do Ministério da Saúde, milhões de doses. E no estado de São Paulo o Instituto Butantã, laboratório oficial estadual, fabrica outros tantos milhões de doses.

A fabricação de mais uma vacina aqui em São Paulo, na Eurofarma, em uma unidade na grande São Paulo, pertencente ao nosso Sindicato filiado dos Químicos de São Paulo, contribuirá para reforçar o Complexo Econômico Industrial de Saúde (CEIS), que entre atividades de base química e biotecnológica, combinado com atividades econômicas de mecânica, eletrônica e de materiais, e cuidados em geral com a saúde, contribuem com 10% da Produção de nosso Produto Interno Bruno (PIB).  

Essa nova produção contribuirá para reforçar o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) que tem sido - apesar de toda a crise econômica, social e sanitária - uma porta de cuidados a todos os brasileiros que contraíram a Covid. O Plano Nacional de Imunização se consolidará como uma salvaguarda protetiva e preventiva no caso da vacinação que deverá perdurá por alguns anos até que a Covid-19, com suas diversas variantes, seja combatida.

O coordenador da Fetquim, Airton Cano, que participou de uma audiência pública na Câmara dos Deputados sobre o CEIS, ressalta: “ É importante que tenhamos em território nacional o maior número de fabricantes dos mais diversos produtos químicos, fármacos e vacinas para que a proteção à saúde de todos seja permanente.  A Constituição de 1988, que o atual presidente descumpre, determina que a saúde é um direito de todos, e é dever do atual presidente em cuidar da saúde todos, ampliando a vacinação.”

Em um momento em que o autoritário governo Bolsonaro tem desdenhado da saúde dos brasileiros não oferecendo vacina a todos, e sofremos com o cruel luto de 580 mil brasileiros, entre os quais muitos trabalhadores do ramo químico e familiares, é importante essa iniciativa de fabricação permanente de vacinas aqui no Brasil por mais um laboratório brasileiro.

No mundo todo está prevista a produção de vacina de laboratórios ocidentais e chineses num total de  24 bilhões de doses até junho de 2022.

Fonte: Valor Econômico, Assessoria de Saúde e Previdência da Fetquim e Direção da Fetquim.